A solenidade de abertura contou com a composição do dispositivo de honra pela Secretária Municipal de Desenvolvimento Social, Eunice Maria Mendes, que, na ocasião, representou o Prefeito Municipal de Araguari, Renato Carvalho; pela Vice-Presidente da Câmara Municipal, vereadora Maria Cecília; pela Vereadora Isabel Pires; pela Delegada de Polícia da Delegacia Especial de Orientação e Proteção à Família, Dra. Cláudia Coelho Franchi; pela Vice-Presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, Selma Rodrigues Vieira; e pela Superintendente Adjunta da Superintendência de Igualdade Racial, Direitos Humanos e Inclusão Social (SUPIR), Angélica Monteiro.
Na abertura oficial, fizeram uso da palavra a Secretária Municipal de Desenvolvimento Social, Eunice Maria Mendes, seguida da Vice-Presidente da Câmara Municipal, Maria Cecília, reforçando a importância da atuação integrada da rede de proteção e do fortalecimento das políticas públicas voltadas à garantia dos direitos das mulheres.
Em seguida, o público acompanhou uma apresentação cultural do Centro de Convivência da Pessoa Idosa (CCPI), que emocionou os presentes com uma coreografia, sob a direção da professora Jéssica Santos, ao som da música “Brilha Menina”, trazendo uma mensagem de valorização, respeito e esperança.
Na sequência, teve início a roda de conversa, mediada pela assistente social Regiane de Carvalho dos Santos, da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social. Participaram do debate Eunice Maria Mendes, Secretária Municipal de Desenvolvimento Social; Mara Cristina Peixoto Guimarães, Assistente Social do CREAS Mulher; Sargento Natália Cristina Aparecida Dias Santos, da Patrulha de Prevenção à Violência Doméstica (PPVD) da Polícia Militar de Minas Gerais; Dra. Cláudia Coelho Franchi, Delegada de Polícia da Delegacia Especial de Orientação e Proteção à Família; Marislene Pulsena da Cunha Nunes, Coordenadora da Atenção Primária à Saúde; e Rosânia Emília Ribeiro Cunha, Presidente do Soroptimista Clube de Araguari.
A roda de conversa foi organizada em três rodadas temáticas. Na primeira, os participantes apresentaram as instituições que representam e destacaram suas atribuições na prevenção, proteção, acolhimento e garantia dos direitos das mulheres em situação de violência.
Na segunda rodada, o debate abordou as diferentes formas de violência previstas na Lei Maria da Penha, destacando a violência física, psicológica, sexual, patrimonial e moral. Também foi discutido o conceito de violência vicária, modalidade em que o agressor utiliza os filhos ou pessoas próximas para atingir emocionalmente a mulher, além do ciclo da violência e dos desafios enfrentados pelas mulheres para romper vínculos marcados pelo medo e pela dependência emocional, econômica e social.
Os participantes ressaltaram ainda a importância do acolhimento humanizado, da atuação integrada da rede de proteção e do fortalecimento da autonomia feminina como elementos essenciais para a superação da violência.
Na terceira rodada, o debate voltou-se aos 20 anos da Lei Maria da Penha, destacando os avanços conquistados desde sua promulgação, especialmente no fortalecimento da rede de proteção, na ampliação dos mecanismos de responsabilização dos agressores e na conscientização da sociedade. Ao mesmo tempo, os participantes reconheceram que ainda persistem importantes desafios para garantir uma proteção cada vez mais efetiva às mulheres.
O público também participou ativamente da discussão, trazendo reflexões sobre o crescimento das notificações de violência contra a mulher. Entre os questionamentos levantados, destacou-se a dúvida sobre se esse aumento decorre da maior conscientização e do encorajamento das mulheres para denunciar ou se representa, de fato, um crescimento dos casos de violência. O consenso entre os participantes foi de que ambos os fatores contribuem para esse cenário, reforçando a necessidade de fortalecer continuamente a rede de proteção, ampliar as ações de prevenção e incentivar a denúncia.
Encerrando a programação, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social promoveu uma apresentação artística conduzida pela Secretária Municipal Eunice Maria Mendes, que interpretou a canção “Acordei a Tempo”, de Fátima Leão, seguida da música italiana “O Mundo”.
Durante a apresentação, servidores da Secretaria realizaram um ato de conscientização com bandeiras lilás e placas contendo mensagens de mobilização social e dados sobre a violência contra a mulher, reforçando o compromisso coletivo com o enfrentamento dessa realidade.
Como gesto simbólico de continuidade da campanha, as placas utilizadas na apresentação foram posteriormente afixadas na Praça Manoel Bonito, ampliando a sensibilização da população e reafirmando que o combate à violência contra a mulher é uma responsabilidade de toda a sociedade.
A ação reafirma o compromisso da Prefeitura de Araguari, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e de toda a Rede de Enfrentamento, em promover ações de prevenção, conscientização, acolhimento e garantia dos direitos das mulheres, fortalecendo políticas públicas voltadas à construção de uma sociedade mais justa, segura e livre de violência.
